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Documentando

Até mesmo as pessoas que nunca fizeram um documentário, ou estudaram sobre isso, imaginam as dificuldades que os realizadores têm de encontrar personagens e conseguir a permissão dos mesmos para cederem imagens de suas vidas. Estamos neste processo de encontros, negociações, acordos e autorizações. Amanhã ocorrerá um passo importantíssimo: Temos hora marcada com a Major Máira, uma das nossas prováveis personagens,  para discutirmos as possibilidades de nossa proposta.

A preparação para este tipo de encontro é fundamental. Estamos revendo os documentos escritos, a carta de apresentação, o cronograma e tudo o que for necessário para que nosso encontro seja o mais esclarecedor e produtivo possível. É importantíssimo estar com todas estas etapas estruturadas para viabilizarmos o andamento de nosso projeto, além de pontuar o profissionalismo existente neste trabalho, ainda que ele esteja sendo realizado com propósitos acadêmicos.

Aguardem nossas impressões da entrevista e o próximo passo do documentário “Mulheres de Farda”.

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Penitênciária Feminina Estevão Pinto

Hoje iniciei a produção do documentário “Mulheres de Fardas”. Depois de algumas poucas reuniões com meus colegas, as quais decidimos as funções de cada um dentro desta produção, ficou sobre minha responsabilidade tal função.

Ainda bem perdidos sobre qual rumo tomar, qual linguagem, o que abranger, o que não abranger, o que focar, entre tantas outras dúvidas, já é hora de partir para a prática. Ao meu ver, ainda é cedo, pelo o que temos em projeto e pela orientação, até agora, dada pela professora, Maria De Fátima Augusto. Não que ela não tenha dado informações suficientes para o trabalho, mas é certo que deveríamos ter um pouco mais de tempo para pesquisar e para o planejamento do filme. Exemplo disso, é o fato de que para obter o alvará para filmagens internas, em muitos casos, como no abaixo descrito, será necessário ter, já planejado, os dias e horários que a equipe se disponibilizará. Ou seja o cronograma deve ser feito antes de iniciar a produção, no quesito prática.

Enfim, A Penitênciária Feminina Estevão Pinto, situada na Av. Dos Andradas, em Belo Horizonte, foi meu primeiro foco nesta busca pelas mulheres militares dentro de nossa cidade. Consegui fazer algumas fotos da fachada da penitênciária, mas para fazer imagens das dependências internas de lá será preciso uma reunião formal com o Dr. Hamilton Mitri, responsável pela Superintendência Prisional. Diga-se de passagem, este tipo de reunião causa certo “friozinho na barriga”.

Fui muito bem recebida no local e desde já agradeço a atenção e cuidado da agente Lílian, que me atendeu e me orientousobre as condições da instituição. Agradeço, também, ao simpático Gilberto, guarda que me auxiliou e que, com certeza, está torcendo para que dê certo nossa experiência.

Diário de Campo e convite

Utilizaremos este espaço também para expormos um pouco da trajetória de se fazer um documentário, inclusive nossas idas à campo para preparar as filmagens, contactar as personagens e estabelecer nossa preparação. Ao longo deste processo, acrescentaremos as informações teóricas e de planejamento, muito úteis para a concretização da proposta.
Os primeiros contatos já foram estabelecidos. Temos duas prováveis personagens, vizinhas da Bruna, que estão dispostas e disponíveis para participar do documentário, mas aguardam a autorização da corporação para alguns aspectos e imagens que gostaríamos de abordar. Além destas duas personagens, estamos contactando as assessorias de imprensa dos Bombeiros, Polícias, Exército e Aeronáutica, em busca de mais personagens e de autorização para delimitarmos nossas possibilidades reais. 
Se, por acaso, você que nos lê for uma “Mulher de Farda” e quiser contribuir com nosso projeto de documentário, mesmo que seja apenas contando histórias e propondo perspectivas novas, entre em contato conosco através do email tickibera-cinema@yahoo.com.br ou através deste blog. Será muito útil ouvir vocês para complementarmos a proposta e, desse modo, representarmos melhor o que é ser uma mulher militar.